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Pinguins começam a chegar ao Espírito Santo e Ipram orienta quanto ao resgate

O período entre fim de julho e início de agosto marca a chegada dos pinguins em terras capixabas. No momento, um pinguim está em tratamento no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), instituição que operacionaliza o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), em Jardim América, Cariacica.

“Recebemos apenas um pinguim até agora. Ele veio de Anchieta, pois encalhou e estava com quadro típico dos pinguins que encalham todos os anos no Espírito Santo, ou seja, estava magro, fraco, morrendo de fome e sem camada de gordura”, informa Luis Felipe Silva Pereira Mayorga, médico veterinário e diretor-presidente do Ipram.

Os pinguins que não conseguem mais se manter protegidos do frio da água encalham em busca de calor. “Por isso é importante frisar que um pinguim encalhado tem que ser aquecido. Muitas pessoas associam o pinguim ao gelo e refrigeram o animal, o que acaba levando a óbito”, alerta. No ano de 2018, o Ipram atendeu oito pinguins e a expectativa é de que cheguem mais animais este ano.

Caso algum pinguim seja encontrado nas praias, é imprescindível mantê-lo seco e aquecido seja numa caixinha de papelão, com jornal ou com uma toalha seca cobrindo-o. Não é recomendável alimentar o animal. “Nossa maior campanha é essa, para as pessoas não colocarem o pinguim no gelo”, reforça Luis Felipe Mayorga.

Monitoramento de praias

No Espírito Santo existe o projeto de monitoramento de praias da Petrobras, que atende pelo número 0800-0395005 em horário comercial. Sendo assim, qualquer animal marinho encontrado no litoral pode ser comunicado pelo 0800. Desta forma, um profissional será enviado para resgatar o animal, vivo ou morto, e direcioná-lo para atendimento veterinário.

“Boa parte dos animais marinhos encontrados vai para o Ipram, sejam tartarugas marinhas, aves marinhas ou pinguins”, ressalta o diretor-presidente. No entanto, caso a pessoa encontre um animal marinho em horário não comercial, como de madrugada, pode ligar para o plantão do Instituto no (27) 99865-6975. “As pessoas devem sempre tentar, prioritariamente, o número da Petrobras para o resgate. O telefone do Ipram é mais um reforço”, observa.

Acordo de cooperação técnica

O Ipram assinou um novo acordo de cooperação técnica com o Iema para operacionalizar a estrutura do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras-Iema). No Estado há projetos semelhantes, como o Cereias, Cetras/Ibama e outras organizações que atendem animais silvestres, no entanto, o Cetras/Iema tem como foco o atendimento a animais marinhos.

 

“Desde o início, nossa parceria com o Iema teve o olhar para atender pinguins que encalham em grande quantidade e demandam uma resposta do poder público, pois isso gera custos e expõe a população a patógenos. Antes dessa estrutura no Iema, muitas pessoas levavam os pinguins para suas casas e ficavam sujeitas à contaminação por parasitose ou ferimentos por bicadas. A parceria do Ipram com o Governo do Estado, por meio do Iema, vem desde 2012 e assim começamos a prestar uma resposta especializada à sociedade”, explica Luis Felipe Mayorga.

O Iema já fez outros acordos de cooperação com o Ipram, a diferença do novo trato é o formato, pois foi feito um edital de chamamento público que proporcionou mais transparência ao processo, com participação de várias instituições.

“A assinatura do novo acordo com o Iema vai permitir que a gente continue atendendo os animais marinhos no Estado e, emergencialmente, outros animais também, como foi o caso do tatu de rodinhas, gaviões e gambás”, considera Mayorga.

“O Ipram já é um parceiro de longa data do Iema e tem muita importância para nós. O Instituto traz para a estrutura do Iema um conhecimento que, na prática, o órgão não tem, como o conhecimento de lidar dia a dia com o animal. Isso nos traz a segurança de que os animais estão sendo muito bem tratados. A importância de fazer esse novo acordo de cooperação técnica é garantir que os animais vão continuar sendo bem tratados e que vamos poder dar o suporte que o Ipram precisa para continuar executando o trabalho”, reforça Weslei Pertel, coordenador de fauna do Iema.

Ele frisa que, de acordo com a legislação, o acompanhamento e monitoramento são voltados para os resultados e, sendo assim, toda etapa vai ser fiscalizada pelo gestor da parceria com o Ipram. Tal fiscalização irá avaliar os resultados e os impactos gerados para a sociedade.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Iema/Seama

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