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Vamos falar sobre…Honestidade com Karina Uchôa colunista do Imprensa Livre

Honestidade é assunto em todos os lugares ultimamente, já reparou? Na realidade, devido ao fato da desonestidade estar na mídia pelas práticas de corrupção que assolam não só o Brasil, mas tantos outros países e pelo advento do compliance como um dos temas mais destacados em palestras, cursos, seminários e nas redes sociais, que é mais uma ferramenta de combate às práticas criminosas que impossibilitam a boa gestão pública e o desenvolvimento saudável das empresas, estamos ouvindo falar mais sobre a necessidade da ética em nossas vidas, as relações saudáveis no âmbito pessoal e profissional e principalmente da prática da honestidade.

É mais fácil ser honesto, pois não existe tribunal de júri maior que nosso travesseiro e juiz mais importante que nossa consciência. Ser desonesto causa desconforto e insegurança, e excepcionando-se aqueles que praticam atos de desonestidade e para eles não faz diferença, a maioria das pessoas quando faz algo que não está de acordo com a conduta esperada pela sociedade, ficam inquietas com sua ação.

Durante muito tempo, o que mais ouvíamos era que “o Brasil é um país corrupto e os brasileiros sempre davam um jeitinho”. Entretanto o que se percebe, é que a maioria das pessoas acordam cedo, batalham pelo seu dinheiro honestamente e pagam seus impostos. E um pequeno grupo não pratica isso, utilizando-se da boa-fé das pessoas, praticando delitos, enganado e acreditando que no final conseguirão atingir seu objetivo maior que é trapacear.

E isso pode ocorrer pela certeza da impunidade. Mas, as coisas vem mudando.

Na semana passada, ao almoçar com minha família, presenciamos uma atitude louvável: na saída do restaurante, minha mãe deixou sem querer cair um par de óculos de sol que estava em sua bolsa. Quando já estávamos atravessando a rua, um senhor chamou-a e indagou se o objeto era dela. Diante da afirmativa ele devolveu e foi embora. Ela agradeceu e fomos embora. Nós comentamos como essa era uma ação que deveria ser a regra e não a exceção. Após o ocorrido, reencontramos poucos minutos depois o senhor. Minha mãe novamente agradeceu querendo até retribuir financeiramente pelo objeto quando ele nos surpreendeu dizendo: “ Senhora, não posso receber nada por ter devolvido algo que é seu. Não posso ficar com algo que não me pertence, não fiz mais do que minha obrigação”.

Isso chama-se honestidade, que é a característica de quem é decente e tem os preceitos morais socialmente válidos. Certa vez em uma aula fui indagada sobre como nomeia-se a pessoa que faz algo independentemente de alguém estar olhando. Respondi que o nome disso é caráter. É isso que conduz nosso comportamento moral para uma sociedade mais ética, proba e transparente.

Os valores de uma sociedade não podem ser esquecidos. É preciso bradar para todos que ser honesto, é ser pleno perante si mesmo e os outros. É ter a certeza de ter feito o certo, mesmo alguém diga o contrário.

Seja honesto! Fique tranquilo com sua consciência! Vale a pena!

Karina Uchôa, palestrante especialista em comunicação não violenta, gestão de conflitos, assédio moral e sexual e liderança.  Contato: kari.uchoa@gmail.com

 

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